A Sociedade de hoje está dividido em três setores, sendo estes: o Primeiro que representado pelo governo, que é escolhido pelo povo e que tem como dever promover o bem estar coletivo, sendo representado: pela administração direta- Prefeitura, Estado, Distrito Federal e União, bem como suas respectivas Secretárias e Ministérios, somada a administração indireta- Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista-; o Segundo que é composto pela iniciativa privada, cujo objetivo é a obtenção do lucro, ou seja, são aquelas entidades que em geral trabalham em benefício próprio; e o Terceiro que é aquele que é constituído pelas entidades sem fins lucrativos e que tem por finalidade trabalhar para o desenvolvimento dos indivíduos, ou melhor, o da sociedade.
Em 23 de março de 1999 é criada a lei de nº 9.790, que em seu Art. 1°, § 1o, que considera sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social.Entre as organizações que fazem parte do Terceiro Setor podemos falar das Organizações Não Governamentais- (ONG); as Organizações da Sociedade Civil de interesse Público- (OSCIP); as entidades filantrópicas, além das demais entidades sem fins lucrativos.
Para Drucker o terceiro setor tem capacidade suficiente de contribuir para a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e solidária, cujo compromisso com o bem estar social fosse efetivamente colocado em prática, onde a cidadania se faria presente através da sinergia da sociedade em busca dos seus direitos e do cumprimento de seus deveres.
Logo, percebe-se a importância que este setor tem para cobrar e contribuir com o governo para a diminuição dos conflitos sociais, assim como de chamar atenção da iniciativa privada para a questão da responsabilidade social, uma vez que, é sabido que o governo sozinho não possui as condições necessárias para fazer frente às carências da população.
O fato é que as pessoas hoje vivem de forma isolada, objetivando conseguir cada vez mais aumentar seu patrimônio, isso tudo motivado pelo pensamento capitalista que defende que o que vale é o acumulo de bens, ou melhor, a busca constante por ser cada dia mais rico.
Contrário a isso surge o terceiro setor que busca a construção de uma sociedade solidária, onde todos possam ter o direito de ter os seus direitos assegurados e garantidos. Tendo como características: a paixão por ajudar ao próximo, a participação das organizações não governamentais, a parceria com a iniciativa privada e com o governo, a mão-de-obra voluntária e, sobre tudo, o espírito empreendedor que consegue com pouca, ou melhor, com quase nada desenvolver projetos e ações que vem transformando a vida de milhares de pessoas.
Quando se analisar profundamente este Setor percebe-se que o mesmo nem é público e nem é privado, pois ele é fruto de uma combinação de forças que faz com, tanto o primeiro e o segundo trabalhem em parceria com essas entidades sem fins lucrativos para atender as necessidades da sociedade, afinal o governo sozinho não tem as condições necessárias para atender a população.
Somado ao fato de que a iniciativa privada não tem mais, em sua maioria, aquele pensando de que a sociedade serve apenas como um meio para lucrar, para aumentar cada vez mais seu patrimônio. Pois, o segundo setor percebeu que é preciso contribuir para a construção de uma sociedade menos desigual e mais solidária.
Portando, falar do Terceiro Setor é falar de um conjunto de entidades que tem por objetivo melhorar as condições de vida das pessoas, sem visualizar exclusivamente o lucro, sem se preocupar com quanto que vai ganhar com o desenvolvimento desse ou daquele projeto. É notar que apesar do mundo capitalista de hoje, ainda encontra-se pessoas com vontade de ajudar ao próximo, objetivando apenas contribuir para a formação de uma humanidade mais altruísta e menos egoísta.
O que se nota é que atualmente existem dezenas de pessoas trabalhando no Terceiro Setor, desempenhando desde as atividades mais simples as mais complexas, atuando como voluntárias, como gestoras, como empreendedoras e, atualmente, já se encontram profissionais especializados na gestão neste setor, uma vez que, há dezenas de pessoas que estão se capacitando para trabalhar e estão trabalhando com empregados assalariados em diversas entidades sem fins lucrativos.
Constata-se que o Terceiro Setor ao longo do tempo mudou seus objetivos, saindo de uma postura assistencialista para uma perspectiva de formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Pois, antes os projetos sociais, cuja maioria eram desenvolvidos pela igreja, tinham caráter assistencialista, tinha por finalidade saciar a fome ou a sede daquele que não tinha o mínimo para sobreviver dignamente, assim objetivo principal era manter o sujeito vivo.
Entretanto, muita coisa hoje mudou, uma vez que, o Estado passou a adotar políticas públicas que estão acabando com o paradigma do assistencialismo, tendo ainda as centenas de organizações sem fins lucrativos que estão desenvolvendo projetos que realmente conseguem ver o indivíduo como ser humano, visando formar cidadãos pensantes e não “massas de manobras”.
Com isso, o Terceiro setor passou a ter uma participação muito importante no desenvolvimento social, contribuindo de maneira cada vez mais efetiva para a formação de cidadãos.
E apesar da desconfiança que surgiu, por parte da sociedade, sobre a seriedade dessas organizações, as que têm suas ações pautadas na ética e na moral vêem demonstrado que ainda com toda essa crise, elas são capazes de continuar com os seus projetos sociais, através de uma reformulação de suas estratégias e de um esforço maior dos seus voluntários.
Dessa forma, nesses últimos anos estas organizações vêem repensando suas missões e visões, saindo daquela perspectiva de que elas existiam apenas para oferecer alimentação e roupa, ou melhor, para procurar formas de manter os indivíduos carentes vivos. O que nota-se é que essas entidades hoje visam à formação de cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, capazes de construir suas vidas de maneira digna e decente.
Por conseqüência, o terceiro setor deixou de ser apenas mais uma ferramenta, que trabalha de forma isolada, para a diminuição da desigualdade social, passando a ser um elemento super importante para a estratégia do Estado. Tal fato pode ser observado nas parcerias que este setor vem construindo com o governo e com a iniciativa privada, cuja parceria tem, de forma brilhante, conseguido desenvolver projetos e ações que inovadores, alcançando resultados que tem impactado diretamente na formação de uma sociedade mais instruída, educada e consciente de sua cidadania.
O resultado disse tudo é o aumento da confiança que a sociedade tem tido para com essas entidades, bem como as crescentes oportunidades de parcerias que estão surgindo como o governo e com a iniciativa privada. Dessa forma, a importância e a responsabilidade desse setor ficam ainda mais evidentes, já que cada vez mais o governo tem procurado criar leis que tratam especificamente do Terceiro.
Para Drucker (2001, p. 16) “A organização filantrópica é um novo centro da cidadania, de compromisso ativo. Ela oferece os meios para fazer diferença na própria comunidade, na própria sociedade, no próprio país”.Vale ainda ressaltar que Drucker (2001, p. 16) afirma ainda que “o terceiro setor não é a salvação para os males do mundo, mas pode ser um excelente paliativo”.
Desse modo, ainda que não seja a salvação do mundo, este tem sido muito importante para a diminuição dos males do mundo, pois são aqueles que sofrem desses males que sabem a dor, o significado das palavras fome, pobreza, miséria etc. Afinal, a dor de não ter em casa o que comer ou beber, isso quando tem uma casa, deve ser terrível.
Segundo Drucker (2001, p. 16) o Terceiro Setor “têm o desafio de restabelecer a responsabilidade e o orgulho cívicos que são a marca de uma comunidade”.
O que se nota é que as organizações e as pessoas físicas, no mundo inteiro têm contribuído com o governo para a diminuição da pobreza no mundo, constata-se isso nas inúmeras entidades que estão surgindo, onde algumas são criadas por famosos e que aparecem sempre na mídia, outras criadas por cidadãos anônimos e que mesmo sem serem conhecidas nacionalmente ou internacionalmente desenvolvem projetos excelentes, promovendo com estes uma verdadeira revolução na vida das pessoas das comunidades nas quais elas atuam.
Portanto, percebe-se os setores da sociedade vêm procurando trabalhar para a construção de uma sociedade cuja desigualdade social seja cada vez menor, onde a todos seja dado o direito de estudar, trabalhar e de, no mínimo, se alimentar três vezes ao dia.

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