sexta-feira, 4 de junho de 2010

Segurança Pública



A Segurança Pública tem uma grande importância para a construção de uma sociedade, que tem por escopo a propriedade e a vida assegurada e garantida para todos. Mesmo porque, cada vez mais, a sociedade clama por uma segurança que, realmente, ofereça soluções efetivas para o problema da violência que tem assustado todas as classes sociais, independente da posição socio-econômica, uma vez que, em virtude das conseqüências graves que refletem no cotidiano das pessoas, há uma grande busca, por proteção.
O fato é que apesar do crescimento econômico, do avanço tecnológico alcançado pelo Brasil, percebe-se ainda um alto índice de analfabetismo, desemprego e, principalmente, uma grande desigualdade social, em razão da existência de um contingente de pessoas cada vez mais pobres, enquanto uma parcela pequena da população concentra grandes fortunas.

Portanto, percebe-se que o Estado precisa mudar sua postura, afinal o que se nota é que o Estado, na maioria das vezes, tem se feito presente nas comunidades carentes através dos policiais civis e militares, enquanto que as populações desses bairros, algumas vezes, enxergam apenas nos criminosos a capacidade de proporcionar segurança as suas respectivas comunidades.
Diante disso, nota-se que é preciso que o Estado entre nesses bairros com tudo, não apenas com a polícia, é necessária que Ele entre com: educação, saúde, segurança, lazer, saneamento básico... Pois, não se pode, em pleno ano 2010, pensar que isolando a população carente irá resolver o problema da violência.

Mesmo porque, não se pode aceitar que as crianças e os adolescentes cresçam tendo como “heróis”: bandidos que oferecem brinquedos, comida, festas, roupas para moradores que são, em sua esmagadora maioria, pais e mães de família, trabalhadores que sustentam suas casas com um salário mínimo.
Assim, faz-se necessário que a “Elite” acorde e observe essa absurda situação, pois não se pode achar que porque vive em um bairro nobre não corre o risco de se tornar vítima desse “ isolamento social”, que um dia poderá explodir como uma bomba atômica, sem se preocupar com cor, religião ou classe social.
Logo, é urgente que o Estado mude suas estratégias para acabar com a violência, pois quantas vezes se escutam os moradores dando o papel de bandido para o Estado e o de bom mocinho para os bandidos?


O fato é que há tempos se fala da necessidade de termos um Estado que garanta nosso direito de ir e vir, enfim, nosso direito à liberdade. Contudo, mesmo com o esforço que o Estado tem feito ao longo desses anos, na prática a população quase que não o sinta. Daí, talvez, o grande nível de insatisfação por parte da sociedade.

Na verdade, constata-se que não dá mais para pensar ou visualizar a Segurança Pública como uma “entidade” isolada; detentora do poder e a única instituição capaz de solucionar o problema da violência. Ou seja, não se pode acreditar que somente a Secretária de Segurança Pública seja capaz de resolver, exclusivamente, os problemas da violência, uma vez que, se faz necessária a participação de todos na busca de uma solução efetiva, capaz de promover a tão sonhada e desejada Segurança.

Terceiro Setor

A Sociedade de hoje está dividido em três setores, sendo estes: o Primeiro que representado pelo governo, que é escolhido pelo povo e que tem como dever promover o bem estar coletivo, sendo representado: pela administração direta- Prefeitura, Estado, Distrito Federal e União, bem como suas respectivas Secretárias e Ministérios, somada a administração indireta- Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista-; o Segundo que é composto pela iniciativa privada, cujo objetivo é a obtenção do lucro, ou seja, são aquelas entidades que em geral trabalham em benefício próprio; e o Terceiro que é aquele que é constituído pelas entidades sem fins lucrativos e que tem por finalidade trabalhar para o desenvolvimento dos indivíduos, ou melhor, o da sociedade.

Em 23 de março de 1999 é criada a lei de nº 9.790, que em seu Art. 1°, § 1o, que considera sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social.Entre as organizações que fazem parte do Terceiro Setor podemos falar das Organizações Não Governamentais- (ONG); as Organizações da Sociedade Civil de interesse Público- (OSCIP); as entidades filantrópicas, além das demais entidades sem fins lucrativos.

Para Drucker o terceiro setor tem capacidade suficiente de contribuir para a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e solidária, cujo compromisso com o bem estar social fosse efetivamente colocado em prática, onde a cidadania se faria presente através da sinergia da sociedade em busca dos seus direitos e do cumprimento de seus deveres.

Logo, percebe-se a importância que este setor tem para cobrar e contribuir com o governo para a diminuição dos conflitos sociais, assim como de chamar atenção da iniciativa privada para a questão da responsabilidade social, uma vez que, é sabido que o governo sozinho não possui as condições necessárias para fazer frente às carências da população.

O fato é que as pessoas hoje vivem de forma isolada, objetivando conseguir cada vez mais aumentar seu patrimônio, isso tudo motivado pelo pensamento capitalista que defende que o que vale é o acumulo de bens, ou melhor, a busca constante por ser cada dia mais rico.

Contrário a isso surge o terceiro setor que busca a construção de uma sociedade solidária, onde todos possam ter o direito de ter os seus direitos assegurados e garantidos. Tendo como características: a paixão por ajudar ao próximo, a participação das organizações não governamentais, a parceria com a iniciativa privada e com o governo, a mão-de-obra voluntária e, sobre tudo, o espírito empreendedor que consegue com pouca, ou melhor, com quase nada desenvolver projetos e ações que vem transformando a vida de milhares de pessoas.

Quando se analisar profundamente este Setor percebe-se que o mesmo nem é público e nem é privado, pois ele é fruto de uma combinação de forças que faz com, tanto o primeiro e o segundo trabalhem em parceria com essas entidades sem fins lucrativos para atender as necessidades da sociedade, afinal o governo sozinho não tem as condições necessárias para atender a população.

Somado ao fato de que a iniciativa privada não tem mais, em sua maioria, aquele pensando de que a sociedade serve apenas como um meio para lucrar, para aumentar cada vez mais seu patrimônio. Pois, o segundo setor percebeu que é preciso contribuir para a construção de uma sociedade menos desigual e mais solidária.

Portando, falar do Terceiro Setor é falar de um conjunto de entidades que tem por objetivo melhorar as condições de vida das pessoas, sem visualizar exclusivamente o lucro, sem se preocupar com quanto que vai ganhar com o desenvolvimento desse ou daquele projeto. É notar que apesar do mundo capitalista de hoje, ainda encontra-se pessoas com vontade de ajudar ao próximo, objetivando apenas contribuir para a formação de uma humanidade mais altruísta e menos egoísta.

O que se nota é que atualmente existem dezenas de pessoas trabalhando no Terceiro Setor, desempenhando desde as atividades mais simples as mais complexas, atuando como voluntárias, como gestoras, como empreendedoras e, atualmente, já se encontram profissionais especializados na gestão neste setor, uma vez que, há dezenas de pessoas que estão se capacitando para trabalhar e estão trabalhando com empregados assalariados em diversas entidades sem fins lucrativos.

Constata-se que o Terceiro Setor ao longo do tempo mudou seus objetivos, saindo de uma postura assistencialista para uma perspectiva de formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Pois, antes os projetos sociais, cuja maioria eram desenvolvidos pela igreja, tinham caráter assistencialista, tinha por finalidade saciar a fome ou a sede daquele que não tinha o mínimo para sobreviver dignamente, assim objetivo principal era manter o sujeito vivo.

Entretanto, muita coisa hoje mudou, uma vez que, o Estado passou a adotar políticas públicas que estão acabando com o paradigma do assistencialismo, tendo ainda as centenas de organizações sem fins lucrativos que estão desenvolvendo projetos que realmente conseguem ver o indivíduo como ser humano, visando formar cidadãos pensantes e não “massas de manobras”.

Com isso, o Terceiro setor passou a ter uma participação muito importante no desenvolvimento social, contribuindo de maneira cada vez mais efetiva para a formação de cidadãos.


E apesar da desconfiança que surgiu, por parte da sociedade, sobre a seriedade dessas organizações, as que têm suas ações pautadas na ética e na moral vêem demonstrado que ainda com toda essa crise, elas são capazes de continuar com os seus projetos sociais, através de uma reformulação de suas estratégias e de um esforço maior dos seus voluntários.


Dessa forma, nesses últimos anos estas organizações vêem repensando suas missões e visões, saindo daquela perspectiva de que elas existiam apenas para oferecer alimentação e roupa, ou melhor, para procurar formas de manter os indivíduos carentes vivos. O que nota-se é que essas entidades hoje visam à formação de cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, capazes de construir suas vidas de maneira digna e decente.

Por conseqüência, o terceiro setor deixou de ser apenas mais uma ferramenta, que trabalha de forma isolada, para a diminuição da desigualdade social, passando a ser um elemento super importante para a estratégia do Estado. Tal fato pode ser observado nas parcerias que este setor vem construindo com o governo e com a iniciativa privada, cuja parceria tem, de forma brilhante, conseguido desenvolver projetos e ações que inovadores, alcançando resultados que tem impactado diretamente na formação de uma sociedade mais instruída, educada e consciente de sua cidadania.

O resultado disse tudo é o aumento da confiança que a sociedade tem tido para com essas entidades, bem como as crescentes oportunidades de parcerias que estão surgindo como o governo e com a iniciativa privada. Dessa forma, a importância e a responsabilidade desse setor ficam ainda mais evidentes, já que cada vez mais o governo tem procurado criar leis que tratam especificamente do Terceiro.

Para Drucker (2001, p. 16) “A organização filantrópica é um novo centro da cidadania, de compromisso ativo. Ela oferece os meios para fazer diferença na própria comunidade, na própria sociedade, no próprio país”.Vale ainda ressaltar que Drucker (2001, p. 16) afirma ainda que “o terceiro setor não é a salvação para os males do mundo, mas pode ser um excelente paliativo”.

Desse modo, ainda que não seja a salvação do mundo, este tem sido muito importante para a diminuição dos males do mundo, pois são aqueles que sofrem desses males que sabem a dor, o significado das palavras fome, pobreza, miséria etc. Afinal, a dor de não ter em casa o que comer ou beber, isso quando tem uma casa, deve ser terrível.

Segundo Drucker (2001, p. 16) o Terceiro Setor “têm o desafio de restabelecer a responsabilidade e o orgulho cívicos que são a marca de uma comunidade”.

O que se nota é que as organizações e as pessoas físicas, no mundo inteiro têm contribuído com o governo para a diminuição da pobreza no mundo, constata-se isso nas inúmeras entidades que estão surgindo, onde algumas são criadas por famosos e que aparecem sempre na mídia, outras criadas por cidadãos anônimos e que mesmo sem serem conhecidas nacionalmente ou internacionalmente desenvolvem projetos excelentes, promovendo com estes uma verdadeira revolução na vida das pessoas das comunidades nas quais elas atuam.

Portanto, percebe-se os setores da sociedade vêm procurando trabalhar para a construção de uma sociedade cuja desigualdade social seja cada vez menor, onde a todos seja dado o direito de estudar, trabalhar e de, no mínimo, se alimentar três vezes ao dia.

Administrador

É interessante notar a postura dos estudantes de administração no ambiente acadêmico, pois geralmente eles se colocam como pessoas que fazem parte uma profissão inferior as demais.

Contudo, se eles conhecessem a importância dessa ciência, chamada por muitos de Arte, perceberiam que estudar Administração é descobrir uma área do conhecimento que representa um peça fundamental para resolver os gargalos do nosso País.

O fato é que o Brasil já passou da hora de ter em sua Presidência um legítimo Administrador, conhecedor das técnicas e procedimentos administrativos necessários para impulsionar o crescimento e desenvolvimento de uma Organização, ou melhor, de um País.

Sem querer tirar os méritos dos médicos, sociólogos...sindicalistas e das pessoas que sabem ser "políticos" e não administradores políticos... Basta de tudo isso! É preciso que os professores despertem nos estudantes de Administração esse orgulho de ser ADMINISTRADOR, mesmo porque essa profissão é um das poucas que se relaciona com várias outras, oferecendo assim um embasamento teórico e prático capaz de contribuir de forma efetiva para a construção de um país menos desigual, mais solidário e prospero.

Administradores é hora de levantar suas cabeças e lutar por seus espaços, garantido por lei, nas organizações públicas e privadas, pois administrar não é algo que se aprende da noite para o dia ou que se origina de um surto que do nada deixa as pessoas dotadas de amplos poderes para solucionar os problemas, afinal administrar requer CHA- conhecimento, habilidade e atitude.

Administração: Evolução e Teoria


Desde o primórdio já se pensava em alguma coisa, algo que hoje chama-se de Administração, lógico que em sua medida proporção de tempo e espaço. Pois, olhando o passado a nota-se no exército com sua estratégia de guerra e em sua hierarquia de autoridade; na igreja a percebe-se na hierarquia entre o Padre, Bispo, Arcebispo, Cardeal... e , finalmente, o chefe maior: O Papa. Isso sem falar da grande contribuição de filósofos, como: Sócrates, Aristóteles, Descartes, Maquiavel, Montesquieu e outros que se pode chamar, sem sombras de dúvidas, de filósofos administradores ou administradores filósofos.

Para Chiavenato (2000, p. 31):

Administração constitui o resultado histórico e integrado da contribuição cumulativa de numerosos precursores, filósofos, físicos, economistas, estadistas e empresários, no decorrer dos tempos foram, cada qual no seu campo de atividades, desenvolvendo e divulgando as suas obras.


No início do século XX, quando pouco se comentava do papel crucial da administração e do administrador para o sucesso de qualquer organização, seja ela do primeiro, segundo ou terceiro setor, Frederick Winslow Taylor percebeu que Administração não é achismo e sim uma ciência que quando utilizados princípios como: Planejamento; Preparo; Controle e Execução, se pode pensar e alcançar os objetivos pretendidos.
Nas empresas a administração também já se fazia presente, ainda que de maneira empírica; baseada no achismo e no copismo: Se na outra organização deu certo aqui também vai dar! Sempre se fez assim e sempre deu certo! . Contudo, o desperdício de tempo e recursos era enorme.
O fato é que há muito tempo se buscava métodos mais eficientes e eficazes para o alcance dos objetivos das organizações. Porém, nem sempre estes foram, verdadeiramente, confiáveis a ponto de visualizar com clareza a situação real das empresas; percebendo o que fazer, como fazer e quem fazer, pois quase tudo era feito baseado na intuição; contando apenas com a vontade de que tudo desse certo. Até que, em 1903, Taylor começa a observar, a mensurar, a analisar, a pensar, buscar soluções e a trabalhar visando assegurar o máximo de eficiência possível na produção. Trazendo a ciência para a administração, nascendo daí a simbiose perfeita entre a arte e a ciência.

Assim, a seguir serão apresentadas as principais teorias da Administração e, consequentimente, dos seus respectivos criadores.


TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO


Foram muitos os pensadores e as teorias que tiveram significativa importância para a administração ao longo do tempo, entre essas teorias pode-se destacar a Administração Científica ou administração por tarefa.

Administração Científica surgiu após a introdução da ciência na administração, que usa um novo método: a Racionalização do Trabalho, mostrando que se pode traçar objetivos e alcançá-los de “maneira científica”, através de processos, princípios e técnicas administrativas.
Vale salientar que tudo isso aconteceu em um momento em que as organizações procuravam de todas as formas, aumentar a produção, diminuir os custos e fortalecer sua capacidade competitiva, em um mercado onde pequenos detalhes faziam toda a diferença, vale ressaltar que isso tudo foi logo após a Revolução Industrial.

Tudo começou quando em 1903, Frederick Winslow Taylor publica o livro Shop Management- Administração de Oficinas- mostra as técnicas de racionalização do trabalho do operário, através do estudo de tempos e movimentos. Em seguida em 1911 lança sua mais importante obra, seu outro livro intitulado Principles of scientific management - Princípios da de Administração Científica - publicação essa que em poucos anos ficou conhecido mundialmente.

Nesse seu mais famoso livro ele defende a importância da Racionalização do trabalho e da construção de uma estrutura organização adequada para o alcance do melhor desempenho possível nas tarefas. O que contribui de forma direta para a mudança da maneira de administrar as organizações, já que a partir daí a forma de gerenciar as empresas nunca mais foi a mesma.

Para Taylor “... a ignorância do patrão a respeito dos tempos para realizar os trabalhos auxilia o operário no propósito de diminuir sua possibilidade de produção”. (TAYLOR, 1911, p. 30)

Desse modo, ele diagnosticou e descreveu os três grandes gargalos que atormentavam as organizações daquela época: a vadiagem no Trabalho percebeu que os funcionários poderiam produzir muito mais do que produziam, já que os mesmos, em comum acordo, sistematicamente se uniam para produzir menos, pois acreditavam que quanto maior a produção maior é o número de desempregados; a ignorância dos gerentes quanto ao tempo necessário para o desenvolvimento das tarefas, e ausência de padronização das técnicas e métodos de trabalho, através dessa observação ele percebe que é de crucial importância a substituição de métodos empíricos por métodos científicos.

Entre os vários métodos e instrumento utilizados em cada operação, há sempre método mais rápido e instrumento melhor que os demais. Estes métodos e instrumentos melhores podem ser encontrados, bem como aperfeiçoados na análise científica de todos aqueles em uso, juntamente com acurado e minucioso estudo de tempo (TAYLOR, 1911, p. 33).

O fato é que após a criação da Administração Científica, a maneira de se administrar nunca mais foi a mesma, hoje ninguém pode negar a importância de Taylor para a Administração e do crucial papel que as técnicas da Administração representa para o sucesso, ou melhor, para a sobrevivência das organizações nessa nova era; onde tudo muda, de maneira rápida e constante, transformando a inovação de hoje na coisa obsoleta de amanhã.

Assim, vale refletir sobre a grande criação, sobre a grande inovação que foi a Teoria Científica naquela época e do seu resultado e aplicação ainda hoje, afinal o presente foi construído através das conquistas do passado, assim como o hoje será responsável pelo o amanhã.

A partir de um estudo cuidadoso Taylor percebe que é preciso trazer a ciência para a Administração, defendendo que o empirismo deve ceder lugar à uma a uma postura administrativa baseada na ciência e no bom sensor.
Para Taylor, “o principal objetivo da administração deve ser o máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, o máximo de prosperidade ao empregado” (TAYLOR ,1911, p. 24). Argumentado que a administração deve buscar a Ciência em lugar do empirismo. Harmonia em vez de discórdia. Cooperação em vez de individualismo. E o melhor rendimento possível.

Para tanto ele faz o levantamento de alguns elementos que devem ser observados, entre eles podemos destacar: estudo de tempo para o uso dos materiais e métodos adequados; chefia numerosa e funcional; padronização dos instrumentos e dos materiais; planejamento e definição de tarefas e cargos; princípios de exceção; prêmios para quem realiza as tarefas com sucesso; pagamento diferenciado; e sistema de rotina de trabalho.

Após uma série de estudo sobre o tempo e movimento ele constatou a necessidade da implantação de métodos de científicos para a substituição dos métodos empíricos.
Tal estudo provocou a sistemática da organização racional do trabalho, tendo como parâmetro: os estudos do trabalho, do tempo e movimentos; estudo da fadiga humana; a seleção científica dos trabalhadores; a divisão de trabalho; a especialização do operário; a padronização dos instrumentos e máquinas; a padronização do tempo e movimento para execução de tarefa; os princípios de exceção na administração; a elaboração de fichas de instrução para o desenvolvimento do trabalho; a supervisão funcional; o cálculo de custos; a definição de cargos e tarefas; o pagamento, prêmios e gratificações de acordo com o desempenho; o homo economicus- acreditava que o homem era motivado apenas por dinheiro; e a preocupação com o ambiente de trabalho.

Para Taylor (1911, p. 27) os Princípios da Administração Científica são: princípio de planejamento; princípio de preparo; princípio de controle e o princípio de execução.

Enquanto nos Estados Unidos Taylor lançava, em 1911, seu mais famoso livro- Princípios da de Administração Científica-, com ênfase nas tarefas dos operários, na França, em 1916, Fayol publicava seu livro intitulado Administração Industrielle, com ênfase na estrutura organizacional, dando origem a Administração Clássica.
O curioso é que as obras de Taylor e Fayol se completam, pois enquanto um se preocupava com o “chão de fábrica”, partindo da base da pirâmide para o topo, o outro faz exatamente o processo inverso.

Nota-se que Taylor passou boa parte do tempo se preocupando com as tarefas dos operários e tal preocupação teve fortes impactos nos resultados das organizações, já que com isso a eficiência e eficácia melhoram de maneira extraordinária.

Entretanto, se já estava bom ficou melhor ainda, quando Fayol cria a Administração Clássica e define as seis funções básicas de uma empresa: técnicas, comerciais, de segurança, contábeis e a administrativa, o que contribuiu de forma efetiva para a organização das empresas daquela época, pois tal teoria abordava as empresas de forma global, dando inicio a um olhar mais consciente sobre a importância de uma boa estrutura para o alcance dos objetivos e metas organizacionais.

Para Fayol (1916, p. 65) as funções básicas das empresas são: técnica; comerciais; financeiras; segurança; contábeis e administrativas. Definindo ainda o conceito de administração as funções do administrador como: prever; organizar, comandar, coordenar e controlar.

Além disso, Fayol (1916, p. 67) defende que a administração deve ser baseada em princípios, assim ele apresenta quatorze princípios: divisão do trabalho; autoridade e responsabilidade; disciplina; unidade de comando; unidade de direção; subordinação dos interesses individuais aos gerais; remuneração do pessoal; centralização, cadeia escolar, ordem, equidade, estabilidade do pessoal; iniciativa e espírito de equipe.

Após a criação da teoria científica que tinha com preocupação a tarefa, da Teoria Clássica que tinha como foco a estrutura da organização, onde muitos ainda viam nos funcionários apenas mais um recurso da organização, cuja diferença entre um funcionário e uma máquina era mínima, sendo difícil evidenciar quem era mais importante: o parafuso ou colaborador. Em meio a isso surge, a Teoria das Relações Humanas.

A Teoria das Relações Humanas surge de um movimento de reação e oposição as teorias clássicas, visando humanizar o trabalho.

A sua origem se de deve ao surgimento de alguns fatores, entre eles pode-se destacar: a necessidade de humanizar e democratizar a administração; desenvolvimento das ciências humanas; ao surgimento de novas idéias de filósofos e psicólogos, e, principalmente, as conclusões das duas fases da Experiência de Hawthorne.

A primeira experiência foi realizada em 1927, por intermédio do Conselho Nacional de Pesquisa, na fábrica da Western Electric Campany, visando identificar a relação entre a produção e o ambiente de trabalho.

Na segunda experiência foi selecionado um grupo de seis moças, no qual tinha um supervisor e um observador, assim foram feitos uma série de observações, o se constatou a importância do fator psicológico para a produção.

Depois de um determinado período, a experiência deixou de se preocupar a apenas com a relação ambiente de trabalho e produção, passando a se preocupar e a estudar as relações humanas no trabalho. Desse modo, em 1928 foi crido o programa de entrevistas e em 1931 foi adotada a técnica de entrevista não direta.

Após essas entrevistas foi verificada a existência de um grupo que até então não havia sido percebido e analisado, o grupo informal, a constatação de organização informal se deu devido a manifestação de como: produção controlada pelo julgamento de operários; práticas não formalizadas de punição social; impressões de insatisfação quanto ao pagamento; liderança informal, e sinais de contentamento e descontentamento.

A Experiência de Hawthorne contribui para a elaboração dos princípios básicos da Teoria das Relações Humanas. Tal experiência concluiu que: O nível de produção é resultante da integração social; que o comportamento do indivíduo se apóia no grupo; que a produção do operário, é de acordo com as recompensas e sanções do grupo; que havia a existência de grupos informais e não apenas os formais; a verificação de que os indivíduos interagem mais com um determinado grupo de pessoa, do que com outro; que o conteúdo do cargo é importante para o moral e o desenvolvimento do trabalho; e que os aspectos emocionais merece uma especial atenção por parte do administrador.

Dessa forma, Mayo conclui que: o trabalho é uma atividade tipicamente grupal; que o operário não reage como um indivíduo isolado; que a administração deve buscar formar uma elite capaz de compreender e comunicar; de que as pessoas sentem a necessidade estar em grupo; e de que a industrialização tende a acabar com a relação grupal.

O resultado dessa Teoria é que hoje as organizações perceberam que não basta ser altamente tecnológica e ter dinheiro suficiente para investir em novas pesquisas.

Constatou-se que as organizações são feitas por pessoas e que estas são os elementos mais importante das mesmas, já que as tecnologias e as regras estão ali apenas para facilitar os processos produtivos, mesmo porque as máquinas não pensam e se não pensam, por si só, nada produz.

Com essa nova perspectiva ocorre uma grande transformação no “pensamento organizacional”, pois com essa nova concepção de que o colaborador é um elemento ativo e não um elemento passivo dentro da organização, a relação entre o dono do capital e o colaborador muda e, com isso, rompo-se com o crença de alguns pensadores que defendiam que o homem é apenas um sujeito preguiçoso e incapaz de fazer algo mais do que aquilo que lhe foi designado.

A partir daí inicia-se um novo olhar para com os colaboradores, pois estes passam a ser vistos como um elemento crucial para o sucesso ou fracasso da organização.

Apesar de alguns argumentarem que isso tudo não passa de uma grande falácia, argumentando que as pessoas continuam trabalhando demais e dificilmente veem no crescimento organizacional o seu sucesso, não se pode negar que o mercado de trabalho e o tratamento para com os colaboradores estão mudando, e para melhor.
Contudo, fazia necessário o surgimento de uma Teoria atendesse as novas necessidades.
Desse modo, a Teoria Burocrática teve por origem a necessidade de se pensar a organização como uma estrutura global; de criar um processo administrativo capaz de atender as todos os tipos de organizações; o aumento das complexidade das organizações; e principalmente, o surgimento da Sociologia Burocrática.

O fato é que desde muito tempo que já se nota elementos da Burocracia, porém da forma que se encontra hoje, teve seu início após o Renascimento, devido ao aparecimento de novas normas e regras no contexto social, que tinha a racionalidade como meio para atingir o objetivo pretendido.
Assim, para compreender a burocracia, Weber estuda três tipos de Sociedade: Tradicional, Carismática e Burocrática, estudando, ainda, respectivamente os três tipos de autoridade: Tradicional, sua legitimação provém da manutenção dos costumes; Carismática, sua legitimação é devido a influência que o líder exerce sobre os seus seguidores; Burocrática, sua legitimação baseia-se em regras e normas racionais.

Para Weber (1904, p. 88) “a burocracia é o meio racional de alcançar os objetivos pretendidos”.
Após sua morte em 1920, seu estudo, em 1940 , é usado para a formação da Teoria Burocrática.

A Teoria Burocrática tem Racionalidade como princípio, entre as muitas características que ela possui, pode-se destacar as seguintes para o alcance da eficiência: a organização possui normas e regras previamente estabelecidas por escrito; suas ações são documentadas; o trabalho é dividido ao mínimo detalhe; as pessoas são conhecidas pelos cargos que ocupam; a autoridade é hierárquica; os procedimentos são padronizados; os funcionários são contratados por suas competências, o gerenciamento é feito por especialistas; e para ela tudo ocorre de maneira prevista.

Porém, pouco se falava da necessidade de se estabelecer os objetivos organizacionais, até que surge a APO.

A partir de 1950, após a criação por Peter F. Drucker, da Administratação por Objetivo, a atenção deixa de ser voltada excluvivamento para as atividades meios e começa a ter um maior enfoque nos objetivos das organizações, pois até então o que se defendia com Taylor e Fayol era a maior eficiência possível, enquanto que Mayo tinha como fogo a relação dos grupos.
Segundo Chiavenato( 2000, p. 271):

O trabalho passou de um fim em si mesmo para constituir um meio de obter resultados. Essa formulação representa uma revolução na Administração: uma mudança no panorama gravitatacional do universo administrativo.

Desse modo, surge a Teoria por Objetivo, cujo o enfoque passa a ser nos resultados, nos objetivos alcançados.

De acordo com Chiavenato (2000, p. 271):

A APO é um processo pelo qual o gerente e subordinados identificam objetivos comuns, definem as áreas de responsabilidade de cada um em termos de resultados esperados e utilizam esses objetivos como guias para sua atividades.

Desse modo, a APO busca a participação de todos na formulação dos objetivos,da avaliação dos desempenhos, visando conciliar os objetivos dos funcionários com os objetivos organizacionais.
Essa Teoria tem como características: O estabelecimento de objetivos em conjunto; estabelecimento de objetivos por departamento; interligações entre vários objetivos; ênfase na mensuração e controle dos resultados; contínua avaliação, participação atuante das gerências e apoio intensivo do Staff.

Dessa forma, a APO apresenta três nível de objetivos: o estratégico, o tático e operacionais. Ao mesmo tempo que defende a necessidade das empresas elaborarem um planejamento estratégico para o alcance dos objetivos, que por sua vez se desdobra nos planos táticos e operacionais.

Para tanto era preciso pensar e organizar de forma mais eficiente as estruturas das organizações, para que as mesmas pudessem alcançar seus objetivos da melhor forma possível.
Assim, surge a Teoria Estruturalista no final da década de 50, devido a necessidade de: uma nova teoria que abrangesse em uma só os aspectos abordados pelas outras teorias; devido a necessidade de perceber a organização como um sistema integrado e complexo; as influências dos novos conhecimentos das outras área do conhecimento; e da necessidade de um novo conceito para estrutura.

Para Chiavenato (2000, p. 345) “Estruturalismo é um método analítico e comparativo que estuda os elementos ou fenômenos com relação a uma totalidade, salientando o seu valor de posição”.

Dessa forma, essa teoria buscou visualizar a estrutura da Organização com um todo, afinal a partir daí começa a se perceber e a defender que todas as áreas da empresas são importantes, e que as partes da estrutura organizacional são dependente uns das outras e que, portanto resultado de uma dela terá impacto direto no da totalidade.

Mas tarde os estruturalistas ampliam os estudos da Teoria das Relações Humanas sobre as interações entre os grupos sociais, e passa a estudar a relação entre as organizações sociais.
Assim, a Teoria Estruturalista analisa a estrutura interna da organização e a sua relação com as outras, pois nota que nenhuma organização vive de forma isolada, e que para que as empresas possam conseguir alcançar os seus objetivos é preciso compreender como funciona a interação entre as empresas.

A partir dessa surge uma nova concepção sobre o homem, a do homem organizacional, que precisa desempenhar papéis em diferentes organizações e possuir qualidades como: flexibilidade, tolerância às frustrações, capacidade de adiar recompensa e permanente desejo de alteração.
Com isso, a Teoria Estruturalista fez uma abordagem múltipla, envolvendo tanto a organização formal como a informa; tanto recompensas materiais com as simbólicas e sociais; os diferentes níveis hierárquicos; os diversos tipos de organizações; fez uma análise tanto intra-organizacional com a interorganizacional.

Após, o estudo da estrutura das organizações fez-se necessário compreender os comportamentos das pessoas dentro das organizações.

Dessa forma, a Teoria do Comportamento ou Behaviorista, surgiu em 1957, como o livo Comportamento Administrativo de Herbert Simon, que traz uma grande inflência das ciências do comportamento para adminitação, pois a partir daí se desenvolve uma nova visão da teoria administrativa baseada no comportamento humano nas organizações, abandonando as antigas posições normativas e prescritivas, as posições explicativas e amplia o contexto para o estudo das pessoas dentro do contexto organizacional.

Para Robbins( 1981, p. 63):

Entre as contribuições dos cientistas comportamentais estão a introdução de mudanças organizacionais, motivação e liderança de empregados, administração de conflitos e integração de objetivos individuais e da organização (..) o resultado foi um salto quântico na qualidade da pesquisa organizacional e um aumento acelerado da nossa compreensão do processo administrativo.

Desse modo, para comprender o comportamento das pessoas, a Teoria comportamental fundamenta-se na motivação humana.
Segundo Chiavenato( 2000, p. 393):

Os autores da behavioristasverificaram que o administratador precisa conhecer as necessidades humanas para melhor compreender o comportamento humano e utilizar a motivação humana para como podereso meio para melhorar a qualidade de vida dentro da organizações.

O que se percebe que para as pessoas desempenham as suas atividades para melhor forma possível, é preciso que ela esteja motiva, apesar de se saber que ninguém motiva ninguém, uma vez que, a motivação é algo intrínseco, pode-se se oferecer as ferramentas e uma ambiência proporcia para que as pessoas possam se sentirem motivadas a desenvolverem as suas atividades.

Outro autor que contribui e muito com essa Teoria foi Maslow, que trouxe a teoria das relações humanas, defendo com isso que as necessidades estão organizadas e dispostas em nível, essas necessidades de auto avaliação, estima, segurança e fisiológicas, obedece a uma hierarquia de impotância e de influência.

Chiavenato (2000, p. 402) defende aida que “ a Teoria comportamental oferece uma variedade de estilos de adiministração à dsipoisção do administrador”.

Assim, através dessa Teoria o administrador pode se basear desde o estilo das teorias tradicionais às teorias que tem por referência o comportamento humanos, surgindo daí a concepção do homem admistratvo, que precisa coletar e analisar várias informações para tomar uma decisão.

Após estudo da estrutura e do comportamento humano, era preciso uma teroia que pensasse em integrar todas partes das organizações.

A teoria de sistemas surgiu, em meados de 1950, com o trabalho do alemão biólogo Ludwig von Bertalanffy, cujos pressupostos básicos são: tendência de integração das ciências naturais e sociais; enfoque mais agrangente sobre as ciências sociais; e princípios que que unificam os universos particulares de diversas ciências.

Para Stoner (1982, p. 35) “ A visão da administração baseada nos sistemas procura ver a organização como um sistema uinificado, voltado para um fim, formado por partes inter-relacionadas”.

Tal toria busca visualizar a organização como um todo e não separadas em várias partes. Desse modo, surge a concepção dos subsismetas, que são as partes que compõem o sistema, sendo ainda que um sistema pode ser um substema de um sistema maior.

Assim, sua premissas básicas são: Os sistemas existem dentro de sistemas; os sistemas são abertos; e as funções de um sistema dependem de sua estrutura.

A Teoria dos Sistemas chama a atenção para a necessidade de olhar o ambiente em que a organização está inserida- mais do que a própria organização- para que se possa colher o aspecto dinâmico da vida que está ocorrendo (MEIRELES e PAIXÃO, 2003, p 163).

Devido ao fato dessa Teoria ter tido como origem o trabalho de um biólogo, que defendia que o sistema é um conjunto de unidades reciprocamente relacionados, tem duas características básica, que são o objetivo e a totalidade.

Tal eoria aborda ainda algus tipos de sistemas, entre eles pode-se destacar quanto a sua constituição os sistemas podem ser físicos ou abstratos, e quanto a sua natureza os sitemas podem ser aberto ou fechado.

Essa teoria serviu como base para uma melhor compreensão da dependência das partes para o alcance dos objetivos das organizações, uma vez que, foi feito uma analogia entre o sistema vivo (organismo) e os sistemas orgonizados( Organizações). Trazendo ainda, a concepção do homem funcional, a do indivíduo que comporta-se em um papel dentro das organizações.
Dessa forma, percebe-se que foram muitos os pensadores e teorias que contribuiram para a construção da Administração, assim cada pensador, ao seu tempo e modo, apresentou as ferramentas e os procedimentos necessários para adminitrar uma organização.