sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Ego Gerente

Ser Gerente não é nada fácil, pois tal cargo requer do seu ocupante muita habilidade para lidar com as pessoas, é como já diz o ditado popular: “É preciso tratar o peixe com os olhos no gato”.
.
A princípio parece fácil gerenciar, contudo não há nada de simples, uma vez que, a complexidade do gerenciamento cobra a todo o momento um raciocínio rápido, paciência, cautela, equilíbrio e, principalmente, capacidade para coordenar os objetivos organizacionais com os dos colaboradores. Afinal, de um lado os colaboradores desejam ganhar e do outro lado o chefe não quer perder, assim transformar essa relação de ganhar-perder em uma relação de ganhar-ganhar é o grande desafio do gerente.

O que diria Freud a respeito desse profissional? Qual seria o papel que o gerente teria para representar o conceito, de maneira fiel, do grande pai da Psicanálise? Seria ele: id, ego ou Super ego?

Dessa forma, ficaria: O Id como o grande representante do desejo, da pulsão (E quem seria ele dentro de uma organização? Quem não deseja alcançar ao topo da hierarquia? E como frear esse desejo ilimitado, essa fome insaciável? E o Ego como o grande conciliador, como a eterna busca pelo equilíbrio? (E quem seria ele? O gerente? O chefe? O colaborador?). E, finalmente, o Superego, o grande repressor, aquele que busca sempre por limite aos desejos ilimitados. (Seria então ele o chefe? O gerente? E quanto vezes os colaboradores assumem esse papel para com o gerente?). Será que cada indivíduo assume um papel a depender do momento e situação? Ou seria ele a combinação dos três?

Freud, por favor, responda? Afinal, dizem que você explica tudo! 

Explique como não assumir o papel de chefe, após abrir uma empresa? Como não ser igual aos outros colaboradores, sendo gerente? Como não perder a amizade de um colega, após uma promoção para vaga que ele tanto desejava? Como o gerente deve agir para ser amado pelo chefe e não ser odiado pelos seus subordinados? 

Nota-se que há uma forte relação entre o Ego e o Gerente, pois ambos representam papéis parecidos, figuram como a linha que separa o sul do norte, o leste do oeste. Que convive com a dificuldade de saber que existe um lado mais forte que deseja tudo, mas que para que esse desejo seja realizado precisa da motivação, do desempenho do lado mais fraco, afinal sem ele a organização não funciona.

A partir daí, nota-se a importância dada para esse cargo de gerência precisa ser repensada, pois ser gerente não é apenas alocar recursos para que a organização consiga alcançar seus objetivos, é preciso conscientizar de que gerenciar é alcançar os objetivos através das pessoas, ou melhor, com as pessoas. Contudo, para que isso funcione é necessário que os colaboradores vejam no sucesso da empresa o seu, e que o chefe perceba que os seus colaboradores são o seu maior patrimônio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário